Karen, 20 anos, gosta de cerveja, gatos, livros, homens altos e sem pêlos, barba, olhos escuros, rock e conversas interessantes.
Eu sempre fui uma criança comportada. Ou falsa comportada. Minha mãe ainda acha que eu sou comportada. Eu ainda sou comportada.
Eu era uma criança prodígio, melhor aluna e preferida de todas as professoras e da diretora na escola que estudei até a segunda série.
Eu inundei a escola nesse período porque achei que seria legal abrir a banheira do lado da sala da diretora (e, claro, colocar papel no ralo pra água não escoar). Ninguém sabe que fui eu. Eu quebrei um braço de um menino da minha sala no pré, porque eu empurrei ele da janela porque não queria ele em cima da janela. Ninguém sabe que fui eu. Eu prendi o dedo de uma menina na porta do banheiro porque ela era loira. Ninguém sabe que fui eu. Eu ajudei o menino da minha sala a colocar uma bomba no banheiro da escola porque o recreio estava entediante. Ninguém sabe que fui eu. Eu joguei areia no olho de uma menina porque ela não queria me emprestar a boneca dela. Ninguém sabe que fui eu. Minha primeira escola me traz muitas boas recordações como essas. Mas não se enganem, foi tudo muito divertido. E eu não era tão demônio assim.
Fui escolhida como atriz principal da peça de teatro da formatura da primeira série. Era a melhor aluna da aula de inglês. Minha professora da primeira série sempre me levava pra nadar na casa dela. A diretora me chamava na sala dela só pra conversar quando ela se sentia entediada. Eu fugia do serviço do meu pai, que era do lado da escola, pra conversar com a secretária.
As pessoas que me conhecem diriam que eu gosto de atenção. E gosto mesmo. Eu dançava em cima dos balcões do banco, da prefeitura e do correio quando ia lá com meus pais e sou conhecida até hoje por isso.
Eu também era muito simpática. Meu melhor amigo era um catador de papelão que passava em frente ao serviço do meu pai todos os dias, o Pernambuco. E também gostava muito do Tião, um cadeirante que ia muito no bar do lado do escritório. Além, é claro, das minhas duas melhores amigas, Talita e Ana Flora, que eu fazia questão de acordar 8 horas da manhã pra brincar comigo.
Quando eu ficava de castigo, já tinha o plano perfeito! Colocava uma cadeira em baixo da janela e pulava a janela. E, óbvio, deixava a cadeira na rua pra eu poder voltar depois.
Depois que eu nasci, meus pais me levavam pro serviço a partir dos 3 meses. Foi quando eu adotei a avó da Ana Flora pra ser minha avó. Ou ela me adotou, não sei ainda.
Eu tinha medo do Sérgio Mallandro e acho que até hoje, se alguém colocar o programa dele pra passar, eu vou sair correndo da sala, gritando e chorando quando ele for abrir uma das portas surpresas que eu não lembro o nome que tinham.
Eu tenho um irmão, o Illgner. Isso, I-L-L-G-N-E-R. Ele é quatro anos mais novo que eu. Quando éramos pequenos ele brincava de barbie comigo. Não porque ele quisesse, mas porque a gente negociava que depois da barbie a gente ia brincar de cavalinho. Eu nunca brinquei de cavalinho na vida. Ele também se vestia com as roupas das minhas bonecas de vez em quando. Ou melhor, eu vestia ele. E de vez em quando ele brigava comigo, mas eu era mais forte. Depois que ele me deu o primeiro soco e eu não consegui revidar, nunca mais obriguei ele a ser minha filha.
Sempre gostei de futebol e tentava jogar com meus primos, mas não tinha muito talento pra acertar a bola e fazia todos eles brincarem de casinha comigo quando eu cansava de tentar jogar. Eu era a única mulher e eles eram em 4. E cada dia um era meu marido. Menos meu irmão, mas não por que era incesto, mas porque eu gostava de mandar nele.
Eu confesso que tinha uma paixãozinha pelo meu primo. Pelos meus dois primos, aliás. Que são irmãos, diga-se de passagem. Mas a gente sempre viveu um triângulo legal, sem crises.
Eu perdi o contato com meus amigos da primeira escola, mas vi alguns recentemente. Todos os meninos que eu vi e que gostaram de mim, viraram gays. Mas ficaram magros, pq eles eram gordinhos na época. Então tem uma coisa boa nisso, né?
(não vou me estender mais por hoje. Como vocês puderam perceber, acho que vou escrever um pouco da minha vida também. Por enquanto foi só sobre o período da primeira escola. Prometo não me estender nos outros posts, se tiverem outros posts [se vocês gostarem].. Os fatos são todos verdadeiros, mas talvez com um pouco de exagero e ironia, mas acho que não preciso nem falar, né? ;P .. Enfim, comentem se gostaram pq se não funcionar, nem vou postar mais..)
;*
Funcionou.
ResponderExcluirE nas brincadeiras de casinha ela sempre teve 3 filhos...
ResponderExcluirA parte do I-L-L-G-N-E-R foi boa haha, adoro seus post... em te conhecer desde quando nasci não conhecia a Karen capetinha assim, vejo a Kamile (assim que escreve?)mais não capetinha hahahaha, e sim fisicamente uma Karen 2.
ResponderExcluirContinue escrevendo, eu vou lendo ;)
um beijo.