sábado, 23 de abril de 2011

Até que ponto deixar de ser você vale a pena. Ou melhor, vale a pena?

Nos últimos três dias venho pensando bastante nisso. Será que vale a pena deixar de ser eu mesma pra agradar a maioria? E se sim, até que ponto?
Todos que me conhecem profundamente sabem que eu não tenho vergonha de ser quem eu sou. Não costumo me mascarar e as vezes isso é até ruim pra mim. Se eu sinto, eu falo, se eu quero, eu falo, se eu não quero, eu falo e se eu faço, eu assumo. E eu acho que quem leva a vida assim, meio "livre" paga o preço de ser alvo da inveja alheia. Inveja sim, porque só isso explica o tempo que as pessoas gastam falando de você pras outras pessoas. Parece que por sermos o que elas desejam ser, nós não temos o direito de ser felizes. E falo NÓS porque conheço um tanto de gente, homens e mulheres, que são assim e são alvos dos mesmos tipos de comentários imbecis que eu sou obrigada a ouvir também.
Como diz uma amiga, uma das coisas insuportáveis em algumas pessoas é a hipocrisia. A pessoa morre de vontade de ser como você, mas por medo do que pessoas como ela vão falar, ela fica só falando mal. E assim, fica numa bola de neve, onde essas pessoas pequenas, que não tem mentalidade suficiente nem pra sair do colegial, fica falando mal de outras pessoas só porque não podem ser como elas.
E isso, me irrita infinitamente. Porque visivelmente a pessoa tenta se igualar a você e não obtendo o mesmo resultado, começa a falar mal. Mas a cinco minutos atrás, a pessoa estava tentando ser igual a você.
E quando pessoas assim encontram seus iguais, aí fudeu. Fica um aglomerado de pessoas recalcadas, falando de uma pessoa que na verdade, não tá nem cagando pra elas. Pessoas insignificantes, com suas vidas de donas de casa de cidade pequena (nada contra nem donas de casa, nem cidade pequena), falando de alguém que na verdade não fez nada pra elas, além de não ter vergonha de ser quem é.
E como se não bastassem a falação, ainda querem ver você na lama, pra olharem com ar superior, mas que para mim significa: viu, você deve ser igual a mim, recalcada, que não sabe o que quer, porque eu não estou na lama como você, e sabe por que? Porque nem eu sei o que eu quero da vida. Porque eu não vivo pra mim, eu vivo para os outros. Porque a opinião dos outros é muito importante para mim. Eu sou recalcada, mas pelo menos eu não estou na lama.
Eu costumo não dar bola pra esse tipo de opinião, pra esse tipo de comportamento e menos ainda pra esse tipo de pessoa, facilmente identificáveis (e vocês não têm idéia do quanto isso está a minha volta diariamente). Mas esses últimos dias, devido a vários outros acontecimentos, me peguei num momento vulnerável e me deixei atingir tempo suficiente pra ficar indignada. 
Eu não digo que sou super feliz e completamente realizada, sem neuras, sem problemas pessoais, totalmente confiante e muito de bem comigo mesma, mas de uma coisa eu tenho certeza: dor de cabeça pelo que as outras pessoas pensam de mim, do que eu fiz ou do que eu falei, eu não tenho. Eu vivo intensamente tudo que eu vivo. Se for bom ou ruim, eu aproveito. Acho que tudo que acontece na nossa vida tem seu motivo e pra isso a gente precisa aprender a dar valor até aos nossos tombos. E sim, eu falo demais, sinto demais, quero demais. Mas não consegui identificar ainda qual o problema nisso. 
Quem sabe um dia, se alguém conseguir me explicar isso, eu passe a ter vergonha de ser o que eu sou.


(Quero deixar claro que esse tipo de comentário e comportamento imbecil atinge TODAS as áreas da vida, desde quantos copos de cerveja você bebe por semana (nooooossa, você bebe 5 vezes por semana???? Cachaceira. Ninguém vai te levar a sério!), quantas vezes você já namorou (séeeeerio que você já namorou 4 vezes??? Ninguém nunca vai casar com você assim!), que tipo de música você ouve (Você ouve Rock??? Homem que ouve rock é tudo cabeludo, barbudo, com tatuagem, brinco, gordo e que arrota na mesa. Seu pai nunca vai deixar você namorar alguém assim), os lugares que você frenquenta (CDA??? Olha as pessoas que vão lá pelo amor! Pra arranjar namorado você tem que ir no Buteco do Lu, lá sim tá cheio de homem rico), quantas vezes você enforca aula (Meeeeu, só essa semana você já faltou DUAS vezes. Que tipo de profissional você vai ser???), até infinitos outros assuntos. E sim, eu já ouvi TODOS esses comentários pelo menos uma vez na minha vida.)


E desculpem a revolta e o tanto de palavras em caps lock, mas é que eu já tô começando a ficar irritada com esse tipo de comportamento.








UPDATE:


E acabei esquecendo de responder a pergunta que eu fiz no título do post. Não acho que vale a pena. Até ponto nenhum.
Prefiro continuar bebendo minhas cervejas semanais quantas vezes me der vontade, namorar sem pensar se é o 5º ou o 15º, continuar ouvindo meu rock'n'roll, frequentar lugares onde tenha pessoas e conversas interessantes e música boa e enforcar aulas quantas vezes eu ache que a professora não sabe do que está falando. E continuar sendo eu mesma. Sempre.

Um comentário:

  1. Nossa q texto do caralho ein Káh !acho q nem preciso falar q eu ameei né ?e q vc sabe das coisas ! ahaha =)

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