segunda-feira, 20 de junho de 2011

É normal?

Eu sou uma pessoa MUITO compulsiva. Sério, muito mesmo. E quem me conhece sabe que essa é uma das características mais marcantes em mim.
Eu queria muito me controlar quando eu sinto que eu vou fazer merda, mas não dá. Eu sempre faço. Se eu me arrependo depois? As vezes. Mas eu sempre faço. E isso é uma.. bom, uma merda. Principalmente se eu bebo.
Não sei o que acontece, mas quando eu bebo eu sempre vejo o que eu tô fazendo, mas parecem que as consequencias sempre serão menores do que vão ser realmente. E eu paro de beber? Não. E isso também é uma coisa que intriga. Eu sei que vou fazer besteira quando eu bebo, mas continuo bebendo.
Mas, enfim, as vezes a besteira não é tão repentina assim. As vezes você sabe que tá fazendo alguma coisa errada e essa coisa errada dura meses, e você não fica bêbada durante meses, ou seja, você gosta de fazer besteiras, né? Você tá vendo que é errado, vê que vai dar merda depois, vê que as consequencias não vão ser legais e mesmo assim faz. Você percebe que a merda tá vindo. É como se você pudesse prever uma tsunami meses antes, avisar todo mundo e salvar o mundo, mas ao invés disso você continua calado e na beira da praia.


Foi só pra desabafar, porque eu estou prevendo um tsunami. Fujão pras montanhas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Saltar ou não saltar, eis a questão..

É engraçado como fazemos besteiras e só percebemos alguns (ou muitos) dias depois o quanto fomos ingênuas e até meio idiotas de ter feito o que fizemos. Com besteiras quero dizer falar ou fazer algo que se tivéssemos pensado duas vezes, ou ido dormir e pensar melhor, com certeza não faríamos.
Eu sou uma pessoa decididamente compulsiva e quem me conhece sabe que eu tenho um histórico de merdas que eu não me orgulho. E eu nunca tinha me arrependido de nada disso. Mas de uns tempos pra cá, eu tenho pensado melhor e decidi que eu quero crescer. Não quero mais ser a adolescente rebelde, inconsequente, que faz o que quer e manda se ferrar quem não gostar. Eu quero me importar e eu quero pensar antes de fazer alguma coisa que eu vá me arrepender depois.
Voltando ao assunto, é engraçado também como confiamos nas pessoas erradas ou como acreditamos que uma pessoa é perfeita quando na verdade todas as qualidades que pensamos existir, são defeitos berrantes. Mas por romantismo, ingenuidade, esperança ou o que quer que seja, insistimos em mascarar e tampar cada defeito, maquiando-os de uma qualidade admirável, talvez pras suas amigas não te condenarem tanto assim. Só que acontece que a maquiagem derrete, a máscara cai e não adianta muito todo aquele discurso pra você fazer o lobo parecer uma ovelha. E aí o que fazer? Correr? Fingir que não percebeu? Continuar com a sua fantasia? Botar logo os pés na realidade?
Particularmente, como idiota que sou, eu preferia fingir que não percebi e continuar minha fantasia. Fiquei assim dois anos da minha vida. Um lobo do meu lado que eu insistia em enxergar como ovelha e gritar aos quatro ventos e a todas as pessoas interessadas em ouvir (ou que me julgavam) que o que elas viam não era a verdade, mas sim o que eu via. Afinal, importante era a pessoa ser uma ovelha pra mim, o que ela fosse aos olhos dos outros não me importava.
Dois anos.
Dois anos.
730 dias.
17520 horas.
Mas finalmente eu percebi, não por vontade própria, que na verdade a ovelha era um tremendo de um lobo, como todo mundo tentou me alertar. Não gostei, mas senti um alívio TÃO grande quando percebi que não pensava mais nessa pessoa quando meus pensamentos começavam a vaguear, que comecei a analisar tudo que tinha acontecido. Ele não foi sempre um lobo. No começo (durante no máximo dois meses), a loba era eu e ele tentou. Eu ainda acho que foi eu que estragou tudo, mas quando eu percebi o que estava fazendo, ele já tinha se transformado. E eu insisti. Meu erro, confesso. Devia ter deixado ir. Não percebi o que estava acontecendo.
Na vida, precisamos ter discernimento de decidir quando insistir e quando desistir. Não adianta insistir se o único futuro a frente é alguém sair machucado. No começo tudo é bom. Tudo. Ninguém é um filho da puta nato (se você achou um, minha filha, boa sorte nessa vida). Quando as coisas começam a desandar é que você precisa perceber e pular do barco antes que afunde.
Quem me vê falando assim acha que eu sou uma pessoa que percebe, ao primeiro sinal de tormenta, que o barco vai afundar e pula e sai nadando pra longe pra me salvar antes que seja tarde. Mentira. Não sou assim. Pelo menos não até o último grande naufrágio. E é por isso que eu quero crescer.
Antes, eu me deixava levar. Esperava o barco afundar e se possível me levar junto na correnteza, até que eu quase me afogasse e aparecesse alguma mão pra me tirar daquela confusão. Sabe aquela última esperança? Espremer até a última gota? Quem sabe o barco não virasse um bote e as coisas não acabassem no fundo do oceano, afinal? Sempre fui uma pessoa de grandes esperanças. Pequenas também. Sempre tive esperanças, com tudo. E afundei. Muitas vezes. As duas últimas foram maiores, dignas de um Titanic.
É legal viver assim? É. Muito. Eu sempre defendi a vida agitada, a vida com tormentos, para darmos valor à calmaria. Mas eu cansei. Tô cansada de nadar quando a coisa degringola.
Quero deitar no barco e seguir com a correnteza suave. E se o negócio ficar mais agitado, eu quero saltar do barco.



Estou saltando do barco.







A demora pelos posts se deve às minhas queridas professoras que amam me ver perdendo tempo fazendo trabalho e a tão sonhada semana de provas.
Daqui duas semanas estarei de férias e prometo que vou tentar postar mais vezes. ;)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Day 5 - Your dreams

Aos meus sonhos,

Eu, que sou muito sonhadora, deveria fazer uma carta enorme a cada um dos meus sonhos aqui. Tanto aos realizáveis, quanto aos delírios.
Quanto penso em mim no futuro vejo duas coisas diferentes, mas acho que poderiam se conciliar no tempo (uma coisa, depois a outra).
Quero me formar, ir pra Europa sem ter quando voltar, ter um apartamento lindo e modherno em São Paulo, um emprego muito legal que me deixe muito feliz e que me pague bem, quero viajar sempre (independente se pra aqui perto, ou lá pra longe), quero um namorado gente boa que goste dos meus amigos e que façamos festas todos os dias, sem medo de ser feliz. Quero muitos amigos lindos todos os dias à minha volta. Quero muita música, muita fotografia e muita cerveja.
Quero me casar, ter uma casa enorme, num lugar tranquilo, ter o Pedro, meu filho mais velho, mais duas meninas lindas e outros dois meninos lindos correndo feito doidos atrás dos três cachorros no quintal da minha casa. Quero ter um casamento feliz e viver amando, com um sorriso nos olhos, até o final dos meus dias, bem velhinhos, sentados em cadeiras de balanço nos fundos da mesma casa que nossos filhos cresceram, vendo nossos vinte netos correndo pelo quintal. Quero minhas melhores amigas comigo, até o fim dos meus dias, sorrindo e vendo seus netos correrem com os meus. Quero morrer feliz, com um sorriso no rosto e o sentimento de ter sido amada pelo meu marido, pelas minhas amigas, pelos meus filhos e pelos meus netos.
Parecem duas personalidades distintas, não? Eu sei. Me sinto dividida todas as vezes que penso no meu futuro. Na verdade o que eu espero e acredito mesmo que eu vou realizar é morar sozinha, ter o Pedro, ter um cachorro e ter amigos. Essas são as únicas certezas. Mas eu gosto de sonhar, gosto de me imaginar daqui há alguns anos.
Bem, aos meus sonhos, eu espero que vocês continuem evoluindo e me dando essa expressão de sonhadora, pois gosto disso. Espero que alguns se realizem bem rápido, alguns nem tanto. Mas por favor, não me deixem. É sempre bom fechar os olhos e sonhar com alguma coisa impossível, mesmo que você saiba que é impossível. Não decidi ainda porque eu gosto disso, exatamente, mas acho que não conseguiria ser feliz sem conseguir sonhar e imaginar um futuro totalmente diferente, uma realidade que pelo menos ali seja possível. Me deixa mais leve e mais esperançosa, que é o que me move. Viver com brilho de sonho nos olhos, para alguns é ser uma iludida na vida, para outros, é conseguir fugir, mesmo que por pouco tempo, da realidade feia e concreta do mundo, onde as pessoas se frustram cada vez mais.
Então, meus sonhos, continuem comigo. Vocês me fazem flutuar.


Karen.