terça-feira, 31 de maio de 2011

Day 4 - Your sibling (or closest relative)

Illgner,

Você não era meu parente mais próximo, não mesmo. Mas estamos caminhando pra isso e isso me deixa muito feliz.
Sempre quando lembro de quando éramos pequenos, lembro da mamãe falando que devíamos parar de brigar porque um dia ela ia morrer e só ia ficar nós dois e que parente mesmo, amigo mesmo, eram os irmãos, o resto é resto. Eu não entendia isso e sinceramente, não ligava muito pra isso também. O futuro era distante e no presente, você era um chato. Era legal brigar com você, mas ainda bem que passou.
Vejo por outro lado também. Você é mais novo que eu, demorou mais amadurecer (não que você seja maduro agora. hahaha). É meio óbvio que seja diferente nosso desenvolvimento. Te esperar passar pela fase que eu passei foi chato pra mim, porque você sempre foi MUITO menos rebelde do que eu. E isso me incomodava. As vezes me incomoda ainda.
Mas não é sobre isso que eu queria falar. Nossas diferenças existem e sempre vão existir. Eu queria, na verdade, era falar que eu me sinto feliz pela forma que estamos hoje. Te ver como meu irmão e não como um moleque chato que mora na mesma casa que eu. Acho ainda que a gente pode melhorar muito, mas só de estarmos do jeito que estamos hoje, já é uma conquista grande.
Não sei como você se sente sobre isso, mas espero que se sinta da mesma forma que eu. Sempre senti inveja dos meus amigos que eram melhores amigos dos irmãos e hoje não me sinto muito distante deles.
Enfim, espero que a gente possa sempre confiar um no outro e ter uma relação de cumplicidade. Pra sempre. E que sejamos melhores a cada dia.

Eu te amo,
Karen.

sábado, 14 de maio de 2011

Flores e chocolates não querem dizer nada

Sou uma pessoa romântica, mas não gosto de romantismos.
Explico, eu vejo o mundo cor de rosa e acredito que as pessoas ainda têm jeito e que não são tão filhas da puta assim. Acredito que o mundo ainda pode ser um lugar bom e que em algum lugar desse mundo existe uma alma gêmea para cada pessoa e que todos ainda vão encontrar a sua. Acredito no amor entre as pessoas e na bondade que existe no coração de cada uma (mesmo que esteja escondido). Ainda sonho com o príncipe do cavalo branco e com um amor incondicional, inexplicável e arrebatador. Mas não gosto de serenatas, jantar à luz de velas, beijos à luz da lua, flores e chocolate. Acho o romantismo meio piegas. E é meio estranho e complicado explicar isso.
Os atos românticos me deixam sem ação e muitas vezes me fizeram fugir pra bem longe. Não gosto. Parece meio forçado. Eu aprecio situações românticas (involuntárias), palavras carinhosas (não românticas e clichês) e sentimentos verdadeiros, em que as palavras não precisam ser ditas para provar que há sentimento. Isso sim eu gosto. Sentimento.
É claro que receber UMA flor de vez em quando é gracinha (que fique claro, uma flor e não um buquê inteiro), mas ninguém precisa de uma caixa de chocolates e um buquê de rosas pra provar pra uma pessoa o quanto ela é importante pra você. Eu acho que ações e palavras falam muito mais do que um punhado de flores que vão secar e murchar dali uma semana, no máximo. Ou do que chocolates que vão me deixar um quilo mais gorda.
O quer quero dizer é que de nada adianta uma dúzia de flores e uma caixa de chocolates se suas atitudes não condizem com as flores. E aí de nada adiantam as flores.
O romantismo, muitas vezes, camufla o sentimento. E um dos meus exemplos favoritos é o dia dos namorados. A data é muito mais comercial do que sentimental, que acho que era a intenção no começo. Você fica muito mais preocupado com o presente que vai dar do que passar o dia com a pessoa, ou lembrar a ela o quanto ela é importante pra você. Se o presente vier acompanho disso, beleza. Mas já vi tanta gente dar presente porque "tem que dar" que já perdi as contas. Eu mesma já ganhei presentes que eram só isso. Presentes. Bens materiais que eu não uso mais porque vieram de uma pessoa que eu não quero lembrar e que agora estão no fundo de alguma caixa sei lá onde, ou no fundo de alguma gaveta, junto com as roupas que eu não gosto mais e alguns até no lixo. Agora, sentimentos são diferentes. Sentimentos não se jogam no lixo, mesmo que alguns queiram.


E pra provar que eu não gosto de romantismos, nem de rosa eu gosto. Acho as margaridas lindas e não são nada românticas. hahahahahaha

(sou muito estranha por ser romântica mas não gostar de romantismos?)

domingo, 8 de maio de 2011

Quanto tempo dura o tempo?

(Texto antigo, mais ou menos no mesmo tema do Go for it, mas esse é meu)

Tempo. Dizem que o tempo cura tudo, que o tempo deixa as coisas mais claras. Eu não discordo, mas não quer dizer que eu goste. Passa, mas como dói. É somente com o tempo que aprendemos que o tempo passa. Mas quanto desse tempo ainda vou ter que aguentar?
Querer é realmente um problema e, principalmente, quando é em silêncio. Eu, que há muito tempo não sei o que é ser somente eu, somente pra mim, o meu pensamento, meu sentimento, preciso re-aprender. E lembrar que apesar de meu eu ser construído através do outro, eu preciso me ver independente do outro e me guardar pra mim. Meus sentimentos nem sempre vão ser compartilhados ou aceitos por quem eu quero que aceite. Eu sei o que eu quero, o que eu desejo e não tenho medo de arriscar. Mas outras pessoas não são assim e é preciso aceitar apesar de ser difícil. Saber que eu preciso me controlar pra não gritar aos sete ventos o desejo que o outro tem, mas não percebe. "Não tá vendo que é isso que você quer???"
Eu prefiro quebrar a cara depois de conseguir o que eu quero, mas mesmo assim tê-lo, me satisfazer e ser feliz, do que me enganar e adiar minha felicidade por medo do depois e viver uma vida morna. Mais ou menos no mesmo estilo de acelerar em direção a um muro e desviar no último segundo só pelo prazer da adrenalina, sem medo de quebrar a cara.
Decepções todo mundo tem e todo mundo terá. A questão é como lidar com ela. Se sua satisfação for maior que a decepção, então valeu a pena e pra isso acontecer deve-se viver na fervura e não na brandura. Uma vida morna. Esse sim é meu maior medo. 
Busque mais. Sempre mais. Mais é melhor. Mas deve-se buscar o mais e aproveitá-lo todo, sem deixar sobrar. Mais alegrias, mais sorrisos, mais amores, mais sentimento. É preciso buscar, não esperar chegar e aceitar o que veio. Não tenha medo de correr atrás do que quer. Não tenha medo de sentir. Não tenha medo de falar. Não tenha medo de viver.

Mas isso as vezes é frustrante porque buscamos mais do que vamos encontrar. As pessoas podem dar menos do que queremos. E é aí que dá vontade de gritar. E é aí que o tempo vai se arrastando e nós vamos esperando ele passar.

Quanto tempo mais eu vou precisar esperar?

sábado, 7 de maio de 2011

Inside

Em toda minha vida consegui fazer a coisa errada. Ou é a hora errada, ou a coisa errada a dizer, ou a pessoa errada. Enfim, sou marcada por erros. E o erro sempre vem quando as coisas estão dando certo.
Eu devo ter um alarme dentro de mim que soa quando tudo está certo demais. E aí, batata, lá vem a Karen fazer merda e estragar tudo. De novo.
Na verdade não é a Karen. Eu tenho muitas dentro de mim.
A Mercedez é a mexicana bêbada que fala ou faz muitas merdas quando bebe. É só ingerir álcool que fala a coisa errada, pra pessoa errada, na hora errada. Só que não é qualquer quantidade de álcool. Ela enxuga. E tem um fraco por tequila. Por favor, não dêem tequila a ela. Essa aí já acabou com um namoro meu. E com muitos rolos, diga-se de passagem. Essa é a que dança em cima do balcão, grita com as pessoas, bate em inocentes e xinga gente que não tá nem aí pra ela.
A Solange é a amante latina. Beija quem não devia, dá em cima de quem não devia e otras cositas más. A Solange não liga pra ninguém, só pra ela. E não tem amanhã, só o agora. Essa aí acabou com amizades minhas. Aliás, acabou não, mas já fez muita amiga parar de falar comigo temporariamente. Mas a Solange não tem consciência. Aí depois que tudo aconteceu e a merda tá feita é que ela vai pensar, mas logo some e eu é que tenho que arcar com as consequências.
Joana é a espanhola dramática. Gosta de um drama que só vendo. Se a pessoa não fala com ela há dois dias, é porque não gosta mais dela. Se a  pessoa não atende o celular, é porque está rejeitando. E assim vai, e a lista é longa. Essa aí já teve muita discussão de relacionamento desnecessária e já deixou muita gente brava por isso. Gosta de discutir e não tá muito aí pra quem é ou se ela tem razão ou não. Joana tem sempre razão.
Tem também a Amélia, a francesinha apaixonada. A Amélia é só amores, nunca vi. As vezes por mais de uma pessoa ao mesmo tempo até. Mas Amélia não se contenta em amar em silêncio. Ela quer falar e quer ser correspondida. Ela ainda sonha com o príncipe do cavalo branco, um marido romântico, uma casa grande e com jardim, com três crianças lindas, comportadas e educadas correndo por ele. De vez em quando Amélia entra na minha consciência sem eu perceber e começa a sonhar. E Amélia viaja. De repente se vê casada com o bonito que passou por mim na rua, ou tendo 5 filhos com o cara que eu conheci ontem. Essa aí já acabou com vários futuros rolos, porque nunca vi pessoa que não consegue se conter igual ela. Não consegue ficar quieta. Se eu piscar, de repente lá tá Amélia falando um tanto de sentimentalismos e mimimis pro cara que eu conheci na fila do supermercado.
E, por último mas não menos importante, Roberta, a americana independente. Roberta não gosta de depender de ninguém e pra ela, mulheres como Amélia são dignas de pena. Não se humilha pra ninguém, não se rebaixa pra ninguém e se não gostarem dela, não pensa duas vezes em mandar a pessoa se fuder. Ela é macha e cuida de si mesma sem esperar (e nem dar) nada em troca. Essa não sofre, faz sofrer. Não é humilhada, humilha. Não gosta, faz gostarem. E essa já acabou não com um, nem dois, mas três namoros meus. E já fez muita gente desistir de mim antes mesmo de começarmos algo. Aliás, desistir não, colocou pra correr mesmo.
E, dessa forma, essas cinco mulheres tão distintas que moram dentro de mim aparecem toda vez que a campainha da normalidade toca. Elas se revezam pra fuder tudo então, se você só viu algumas delas, relaxa que você ainda vai conhecer as outras, porque elas sempre aparecem. Principalmente quando eu acho que alguma delas foi morar em outro lugar.

domingo, 1 de maio de 2011

Futebol não é a mesma coisa que babaquice.

Sou corinthiana. Maloqueira e sofredora e nunca ganhei uma libertadores, confesso. Gosto muito de futebol, mas só assisto os jogos do meu time, confesso. Sou mulher e por isso mesmo não discuto por muito tempo sobre futebol com homens, pq eles sabem muito mais que eu, confesso. Mas não vejo nenhum desses fatos, motivos suficientes pra eu achar ou me falarem que eu não entendo ou não gosto de futebol.
Futebol é lindo. Homem que gosta de futebol e tem um time do coração ganha no mínimo uns 30 pontos comigo só por isso. Se usar a camisa do time então, são mais uns 20. Mas gostar de futebol ou ter um time do coração não é motivo pra te tornar um babaca.
Futebol é um esporte e como todo esporte tem quem ganha e tem quem perde. Meu time tem 100 anos de existência e nesses 100 anos ele não ganhou todos os jogos e nem ganhou todos os títulos, assim como TODOS os outros times que existem.
Amor pelo time é uma das coisas mais sinceras e bonitas que tem, e falo aqui de todos os times, porque você gasta uma grana do caralho com acessórios, camisa, ingresso, caneca, bandeira, boné e o caralho a quatro, come seus dedos diante de uma partida importante, sofre, chora, xinga, mas tá lá amando e torcendo em todos os jogos. É um amor sem pedir nada em troca. É claro que se o seu time ganha é muito melhor, mas se perder, você não vai deixar de sofrer, chorar e xingar no outro jogo, você não vai deixar de amar ou amar menos por isso.
Agora, amar é uma coisa, ser babaca e não saber brincar é outra. Acho que futebol, assim como todos os outros assuntos na nossa vida, não podem ser levados com extremismos. Seu time vai perder. Isso é fato. Você vai ser zuado pelos seus amigos. Isso é fato. Mas amanhã seu time vai ganhar do mesmo time para o qual perdeu e você vai poder zuar seu amigo que te zuou.
Títulos são bons? Claro que são! Seu time tem três e o meu não tem nenhum? Beleza, bom pra ele, não tem como eu mudar isso apesar de querer. Eu sei que meu time não tem nenhuma libertadores e o seu já tá cansado de ir pra final, mas não vou apelar com você se você vier falar isso pra mim, porque realmente é verdade.
Acho que quem gosta de futebol mesmo é a pessoa que sabe se zuar e zuar os outros. Futebol é bom? É ótimo! É bom torcer pra um time e morrer de gritar quando ele é campeão? É ótimo! Mas saiba aceitar quando seu time perde. Não precisa abaixar a cabeça, mas não precisa gritar e brigar porque nada que você diga vai mudar o resultado do jogo. Torça quando tiver que torcer. Depois, aceite o resultado.
Falo isso pra mim, falo isso pros corinthianos, pros palmeirenses, pros são paulinos, pros santistas e pro resto que nem tem graça de zuar (hahahahahaha, brincadeira ;P)..
Fazer graça por causa de um jogo, principalmente um clássico, vai acontecer sempre! Lembre-se: alguma vez na vida você também fez isso. Mas não precisa apelar quando seu time perder.
Ano que vem vai ter chance do seu time ser campeão de novo. E se não der, tem outros anos, outros campeonatos. Keep on, a vida continua. Futebol é lindo, mas não é o fim do mundo.

E não estou falando isso só porque meu time ganhou hoje e vai ganhar domingo que vem (huhuhuhuhuuh), tô falando isso pq acho ridículo brigar por causa de time. E o post não é direcionado pra ninguém. Já ouvi muita coisa de gente que veio zuar o Corinthians quando a gente perdeu pro Tolima, ou tomou o centésimo gol do Rogério Ceni, ou porque não temos libertadores e o caralho a quatro e que não aceitou hoje o resultado do jogo. Ou que não aceitou outras vezes que o Corinthians ganhou também. Acontece que zuar o Corinthians é bom demais, é fácil demais, mas façam por onde. Zoem quando seu time ganhar, aceitem quando perder. Porque vão perder, assim como nós também vamos.
E torcidas organizadas são coisa de gente babaca também.





E essa é só a minha opinião, não precisam concordar com ela, desde que saibam argumentar. E não só sobre assunto. Argumentem antes de brigarem ou irem contra a opinião de alguém. Ignorância, preconceito e hipocrisia são atitudes muito feias.