Com a rotina do dia a dia, nos acostumamos a certas coisas e pessoas que nem nos damos conta que nos fazem mal. Que atire a primeira pedra quem nunca se cansou de ir aos mesmos lugares, ver as mesmas pessoas e ir embora insatisfeito todo final de semana, mas mesmo assim volta na próxima semana mesmo já sabendo que vai ser tudo a mesma coisa.
Por experiência própria digo que precisamos dar chance ao novo. Temos medo, muitas vezes, de inovar, de conhecer outras pessoas, outros lugares e deixar o familiar um pouco de lado, mesmo que seja preciso. Com a rotina, as vezes nem percebemos que as pessoas ao nosso redor nos fazem mal. Nos acostumamos tanto a elas que até o se "sentir mal" faz parte da nossa rotina.
Falo isso por mim: eu tenho medo de perceber que o que me faz bem não é bem aquilo que eu estava esperando. E tendo decidido escolher o que eu quero, muitas vezes me contento com o que não é tão bom assim, achando que é o melhor. E, tendo escolhido, nem sempre acontece o que eu esperava que acontecesse. E aí, tendo em mente o que eu acho que é melhor, fecho os olhos para o que está em volta e não me deixo ser convencida, pois acredito veementemente no que escolhi. E dessa forma, fico insistindo no que eu quero que dê certo, sofrendo e me sentindo mal sem perceber, enquanto o que daria certo sem eu precisar insistir, me escorre pelos dedos.
E tudo isso me faz pensar se não é melhor parar de querer escolher, já que minhas escolhas sempre me fazem mal. E, por pior que possa parecer, eu sempre sei quando dispenso o bom e escolho o mau. E de que adianta isso, no final de tudo?
sábado, 24 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Sobre o sonho, ou não sonho de ser um psicólogo
Esse texto é um pouco diferente do costume porque é para a faculdade. =D
Como disse Caetano Veloso na música Dom de Iludir, todo mundo sabe a dor e a delícia de ser o que é. Como tudo na vida, nós e também nossos sonhos são divididos em dores e delícias. Nem tudo é só dor, assim como nem tudo é só delícia e essa é, na minha opinião, a graça da vida. Tentar contrabalançar uma coisa com a outra.
O meu sonho, com a psicologia, já foi muita delícia e também já foi muita dor. Já deixei a imaginação vagar e romantizei, imaginando como seria perfeita a vida e como seria tudo tão maravilhoso. Mas tudo bem, eu sou assim, sempre acho que vai ser tudo tão maravilhoso. E também já foi muita dor. Já pensei em desistir no meio do caminho, já fiquei com tanta raiva de não ter sido como eu queria a ponto de nem querer pisar na faculdade mais, já me sufoquei de coisas para fazer (e dei conta de todas elas).
Acho que a prática dos estágios acontece no tempo perfeito de nos fazer colocar o pé no chão sem, contudo, acabar com nossas fantasias sobre a perfeição de tudo. Eu tive sorte de fazer estágios que só me fizeram querer mais ainda da psicologia, ao contrário do que teria acontecido se eu tivesse pegado estágios em outros lugares. A psicologia, assim como meus estágios, me escolheu.
Essa minha experiência foi tão válida que eu gostaria muito que todos os meus outros companheiros de curso passassem por ela também. Ainda acho a mentalidade de muitos dos meus companheiros pequena demais para abarcar uma coisa tão grande como a psicologia. Mas essa é só a minha opinião e não me interessa julgar ninguém.
Me ver no futuro é um pouco difícil ainda. Não sei se quero exercer a profissão à risca. Aliás, é quase certeza que eu não quero exercer a profissão à risca. Quero inventar, quero buscar mais e quero misturar. A psicologia, de forma pessoal, me ajudou a ver muitas coisas que eu antes não via, a pensar com mais clareza do que eu pensava e ser uma pessoa muito melhor do que eu seria sem ela. Com toda certeza que eu não a abandonarei fácil assim, pois as coisas boas precisamos ter sempre em nossas vidas e não abandoná-las.
Meu sonho de ser uma psicoterapeuta ainda permanece, apesar de ter passado por vários períodos de transições e mudanças. E acredito que ainda têm muito a mudar. Mas uma coisa é certa: apesar das dores que possa e vão acontecer, a delícia de saber o que eu posso alcançar com a psicologia me motiva a continuar suportando as dores e contrabalançar, pois ninguém é só dores ou só delícia em tempo integral.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Day 7 - Your ex-boyfriend / girlfriend / love / crush
Antonio,
É engraçado como essa carta seria completamente diferente em momentos distintos. Há uns dois anos atrás eu falaria que te odiava; há um ano atrás, eu falaria que foi legal, muito obrigada. Hoje eu consigo perceber o quanto foi legal tudo e o quanto você me estragou.
Você me estragou em vários sentidos. Estragou no sentido de me fazer perceber que, futuramente, eu não devo aceitar nada menos do que eu tive; no sentido de ter me feito pensar melhor em mim; no sentido de ter me ajudado a crescer; no sentido de ter me feito ver meus erros, egoísmos e chatisses; no sentido de ter me mudado de criança para mulher.
Fico feliz por não termos perdido a amizade e a liberdade para conversarmos, porque apesar de tudo acho que isso é o mais importante.
Uma vez te disse que me arrependia do dia que te conheci. Eu não sabia o quanto eu estava equivocada. Obrigada por todo o tempo em que você foi meu melhor amigo e me ouviu, mesmo quando ninguém mais se importava.
Desejo, do fundo do coração, que você seja feliz e que encontre o que te faz bem. Que você siga seus sonhos sem medo. Que lute pelo que quer, contra tudo e contra todos. Que encontre a música da sua alma e não perca o ritmo. E que a força esteja com você! =D
E aproveita minha psicologia agora porque daqui um ano e meio eu vou cobrar! hahaha
Beijos,
Káh.
É engraçado como essa carta seria completamente diferente em momentos distintos. Há uns dois anos atrás eu falaria que te odiava; há um ano atrás, eu falaria que foi legal, muito obrigada. Hoje eu consigo perceber o quanto foi legal tudo e o quanto você me estragou.
Você me estragou em vários sentidos. Estragou no sentido de me fazer perceber que, futuramente, eu não devo aceitar nada menos do que eu tive; no sentido de ter me feito pensar melhor em mim; no sentido de ter me ajudado a crescer; no sentido de ter me feito ver meus erros, egoísmos e chatisses; no sentido de ter me mudado de criança para mulher.
Fico feliz por não termos perdido a amizade e a liberdade para conversarmos, porque apesar de tudo acho que isso é o mais importante.
Uma vez te disse que me arrependia do dia que te conheci. Eu não sabia o quanto eu estava equivocada. Obrigada por todo o tempo em que você foi meu melhor amigo e me ouviu, mesmo quando ninguém mais se importava.
Desejo, do fundo do coração, que você seja feliz e que encontre o que te faz bem. Que você siga seus sonhos sem medo. Que lute pelo que quer, contra tudo e contra todos. Que encontre a música da sua alma e não perca o ritmo. E que a força esteja com você! =D
E aproveita minha psicologia agora porque daqui um ano e meio eu vou cobrar! hahaha
Beijos,
Káh.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Day 6 - A stranger
Olá estranho.
Talvez você seja a pessoa a quem seja mais difícil escrever, pois acho que me mascaro sempre quando encontro algum.
Eu tenho a incrível (ou não tão incrível assim) necessidade de fazer com as pessoas gostem de mim. E nada mais correto do que me mostrar uma pessoa que não sou a um estranho.
Pois bem, eu sou uma pessoa super simpática, extrovertida, estou sempre sorrindo, não tenho problemas comigo mesma, não sou carente, sou independente, tenho gosto ótimo para filmes, músicas e livros, converso somente e estritamente o necessário, tenho o dom de perceber quando as pessoas estão entediadas, não repito a mesma coisa sempre e não fico insistindo em alguma coisa que no fundo eu já sei.
Espero que possamos nos tornar verdadeiros amigos para então eu te mostrar que, na verdade, eu não sou nada disso.
Um abraço,
Karen.
Talvez você seja a pessoa a quem seja mais difícil escrever, pois acho que me mascaro sempre quando encontro algum.
Eu tenho a incrível (ou não tão incrível assim) necessidade de fazer com as pessoas gostem de mim. E nada mais correto do que me mostrar uma pessoa que não sou a um estranho.
Pois bem, eu sou uma pessoa super simpática, extrovertida, estou sempre sorrindo, não tenho problemas comigo mesma, não sou carente, sou independente, tenho gosto ótimo para filmes, músicas e livros, converso somente e estritamente o necessário, tenho o dom de perceber quando as pessoas estão entediadas, não repito a mesma coisa sempre e não fico insistindo em alguma coisa que no fundo eu já sei.
Espero que possamos nos tornar verdadeiros amigos para então eu te mostrar que, na verdade, eu não sou nada disso.
Um abraço,
Karen.
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