Esse texto é um pouco diferente do costume porque é para a faculdade. =D
Como disse Caetano Veloso na música Dom de Iludir, todo mundo sabe a dor e a delícia de ser o que é. Como tudo na vida, nós e também nossos sonhos são divididos em dores e delícias. Nem tudo é só dor, assim como nem tudo é só delícia e essa é, na minha opinião, a graça da vida. Tentar contrabalançar uma coisa com a outra.
O meu sonho, com a psicologia, já foi muita delícia e também já foi muita dor. Já deixei a imaginação vagar e romantizei, imaginando como seria perfeita a vida e como seria tudo tão maravilhoso. Mas tudo bem, eu sou assim, sempre acho que vai ser tudo tão maravilhoso. E também já foi muita dor. Já pensei em desistir no meio do caminho, já fiquei com tanta raiva de não ter sido como eu queria a ponto de nem querer pisar na faculdade mais, já me sufoquei de coisas para fazer (e dei conta de todas elas).
Acho que a prática dos estágios acontece no tempo perfeito de nos fazer colocar o pé no chão sem, contudo, acabar com nossas fantasias sobre a perfeição de tudo. Eu tive sorte de fazer estágios que só me fizeram querer mais ainda da psicologia, ao contrário do que teria acontecido se eu tivesse pegado estágios em outros lugares. A psicologia, assim como meus estágios, me escolheu.
Essa minha experiência foi tão válida que eu gostaria muito que todos os meus outros companheiros de curso passassem por ela também. Ainda acho a mentalidade de muitos dos meus companheiros pequena demais para abarcar uma coisa tão grande como a psicologia. Mas essa é só a minha opinião e não me interessa julgar ninguém.
Me ver no futuro é um pouco difícil ainda. Não sei se quero exercer a profissão à risca. Aliás, é quase certeza que eu não quero exercer a profissão à risca. Quero inventar, quero buscar mais e quero misturar. A psicologia, de forma pessoal, me ajudou a ver muitas coisas que eu antes não via, a pensar com mais clareza do que eu pensava e ser uma pessoa muito melhor do que eu seria sem ela. Com toda certeza que eu não a abandonarei fácil assim, pois as coisas boas precisamos ter sempre em nossas vidas e não abandoná-las.
Meu sonho de ser uma psicoterapeuta ainda permanece, apesar de ter passado por vários períodos de transições e mudanças. E acredito que ainda têm muito a mudar. Mas uma coisa é certa: apesar das dores que possa e vão acontecer, a delícia de saber o que eu posso alcançar com a psicologia me motiva a continuar suportando as dores e contrabalançar, pois ninguém é só dores ou só delícia em tempo integral.
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